Horas in itinere: o tempo de deslocamento até o trabalho e o impacto na produtividade

Duas pessoas viajam de metrô; uma jovem de moletom amarelo com fones de ouvido usa o celular, enquanto outra segura um livro e observa pela janela

Usado no contexto trabalhista, o termo horas in itinere se refere ao período de deslocamento que o trabalhador leva de casa até o trabalho, ida e volta, diariamente. A expressão vem do latim e significa “no itinerário”, “na estrada” ou “no caminho”.  Seguindo o artigo 58 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), antes da Reforma Trabalhista de 2017, esse tempo de trajeto era pago mediante certas ocasiões, sendo elas: para trabalhadores que viviam em locais de difícil acesso, quando o local não havia linha de transporte público e quando a empresa fornecia um veículo fretado.  Dessa forma, se o colaborador embarcasse no fretado ou no transporte público às 7h para chegar na empresa às 8h, sua jornada de trabalho começava a contar a partir das 7h, e ele era remunerado por essa uma hora de percurso.  Porém, a Reforma de 2017 trouxe mudanças ao eliminar essas ocasiões, estabelecendo novos termos. Entenda mais sobre essas novas diretrizes e como elas podem impactar o seu negócio.  O que diz a lei agora Após a Reforma Trabalhista de 2017, o artigo 58 passou a estabelecer novos termos quanto ao in itinere. O Art. 58. § 2º define que: “O tempo despendido pelo empregado desde a sua residência até a efetiva ocupação do posto de trabalho e para o seu retorno, caminhando ou por qualquer meio de transporte, inclusive o fornecido pelo empregador, não será computado na jornada de trabalho, por não ser tempo à disposição do empregador.” (Redação dada pela Lei nº 13.467, de 2017)  Assim, aqueles trabalhadores que eram remunerados ou eram compensados em horas pelo período in itinere, já não recebem mais desde essa alteração. Efeito da locomoção na produtividade do trabalhador  Está longe de ser algo incomum trabalhadores que levam minutos até horas para realizar o trajeto de casa ao trabalho e vice-versa, principalmente em grandes centros urbanos.   Essa realidade é notória especialmente na cidade de São Paulo, onde uma pesquisa da Viver em SP: Mobilidade de 2024, revelou que o tempo médio de locomoção é de 2h47 minutos para quem utiliza transporte público e de 2h28 minutos para que usa automóvel próprio, além disso, 70% dos moradores da capital levam mais de uma hora para chegar no trabalho.  Essa realidade pode desencadear problemas de produtividade no trabalho, já que o período no trânsito com lentidão, engarrafamento e transportes lotados gera estresse e ansiedade ao trabalhador, podendo o fazer atrasar demandas, ou não desempenhar bem suas funções devido ao cansaço. Além disso, os atrasos provocados pela distância e tempo de trânsito parado podem prejudicar a folha de pagamento do funcionário, caso a empresa aplique os descontos para quem excede os 10 minutos de tolerância diários, previsto na CLT.   O impacto no bem-estar e na saúde geral  Além da ansiedade e do estresse, um trajeto longo, além de exaustivo, pode causar problemas de saúde sérios ao trabalhador. Como: Papel das empresas diante desse cenário A atuação das empresas diante dessa realidade, pode ser vista por meio de benefícios corporativos concedidos que visam melhorar a ida e a volta do trabalhador, como o vale-transporte (VT) e o auxílio-mobilidade.   Vale-transporte  O VT é um benefício garantido pela CLT, regulamentado pela Lei nº 7.418/1985, sendo obrigatório para a locomoção por meios de transportes públicos de trabalhadores do setor privado e público.  Para requerer o vale-transporte, ao ser admitido, o trabalhador privado deve preencher um formulário informando o seu endereço e as linhas de transporte público que usa para seu trajeto de casa até o trabalho. Já para o trabalhador do setor público, as diretrizes podem variar conforme o órgão, com a solicitação podendo ser feita em plataformas como o SouGov.br.  O valor é calculado tendo como base no custo das passagens e pode ocasionar em um desconto de no máximo 6%, com o valor restante sendo pago pela empresa ou órgão público no qual o empregado trabalhe.  Auxílio-mobilidade Já o auxílio-mobilidade é um benefício opcional, que complementa ou substitui o VT. Ele permite que o empregado use o saldo em diferentes transportes além do público, como em carros por aplicativo, aluguel de patinetes ou bicicletas e até no pagamento de combustível de carro próprio.   Mesmo que não encurte a distância e as horas de trânsito que muitos trabalhadores enfrentam diariamente, esses benefícios têm como objetivo suavizar a rotina trabalhista, auxiliando financeiramente nos custos de passagem, minimizando assim preocupações relacionadas ao planejamento financeiro de cada trabalhador.  A RP Ponto oferece a tecnologia certa para a contagem de pontos da sua empresa A RP Ponto entende que a jornada in itinere faz parte da rotina de diversos trabalhadores e se preocupa em cuidar do registro e da administração do tempo deles. Ao oferecer soluções de tecnologia que registram as entradas e saídas, horas extras e faltas, são gerados relatórios completos, baseados nas diretrizes da legislação trabalhista vigente.  Com esses relatórios precisos, suporte e gestão de pontos eficiente tanto para o colaborador quanto para o empregador, a RP Ponto colabora para uma jornada de trabalho mais produtiva. Confira o nosso site para conhecer melhor as nossas soluções.

Como valorizar a saúde mental na sua empresa

Mulher jovem com expressão serena se abraçando, simbolizando autocuidado e bem-estar emocional, em frente a fundo rosa.

Segundo um levantamento de dados da série SmartLab de Trabalho Decente 2025, os afastamentos por saúde mental mais que dobraram nos últimos dois anos. O aumento significa um percentual de 134%, de 201 mil em 2022 para 472 mil em 2024. Assim como os números, os debates sobre a crise de saúde mental também estão em alta. Na esfera profissional, empresas e seus gestores vêm buscando alternativas que amenizem a situação. Mas, como comprovado por essa crescente, as medidas colocadas em prática até agora não se converteram em resultados. A saúde mental nas empresas está associada a diversos fatores, por exemplo: ambiente, condições de trabalho, quantidade de demandas, organização, lideranças, relações interpessoais, entre outros. Ao longo deste artigo, a RP Ponto vai explicar mais sobre saúde mental no universo corporativo, e como priorizar o bem-estar dos seus colaboradores. Continue a leitura e saiba mais! Quais transtornos mentais mais afetam a classe trabalhadora? Uma pesquisa recente do Ministério da Previdência Social mostrou que, em 2024, foram concedidas 472.328 licenças médicas por condições de saúde mental. Dessas, a maior parte – 141.414 (29,9%) licenças – era relacionada a transtornos de ansiedade. Em segundo lugar, os episódios depressivos justificaram 113.606 (24%) afastamentos. Outras causas recorrentes são estresse grave, transtorno bipolar, burnout e adicções. Quais são os profissionais que mais sofrem com questões de saúde mental? Essa mesma pesquisa também traçou um perfil do trabalhador que foi mais afetado por questões referentes à saúde mental dentro das companhias. Vamos aos dados: Mulheres: entre elas, a média etária mais afetada foi a de 41 anos, e o transtorno mais comum foi o de ansiedade. As licenças registradas alcançaram um número de 301.348; Homens: já entre eles, os mais afetados também tinham uma média de 41 anos, e o número de afastamentos foi de 170.980, com índices mais altos de ansiedade. Compreender mais sobre esses colaboradores é essencial para a elaboração de estratégias que aumentem a qualidade de vida dentro do trabalho. Quais fatores causam o aumento dessa crise? Dentro das empresas, as razões pela crescente de afastamentos costumam se repetir, mesmo em setores distintos. Cobranças desproporcionais, carga horária elevada, falta de apoio da liderança, situações de abuso ou desrespeito, dificuldades nos relacionamentos profissionais, clima organizacional negativo, estrutura inadequada e pouca liberdade nas tomadas de decisão. Mas, além disso, compreender a relação dos profissionais com o mundo também é importante para analisar os motivos da crise. Ainda em referência aos números do Ministério da Previdência Social, a pandemia de COVID-19 deixou marcas na população. Sem falar do luto, a pandemia também gerou uma alta na inflação, o que aumentou a insegurança financeira no país. Apesar de já distante, resquícios dessa época de isolamento ainda persistem no emocional dos profissionais. Como funciona a licença médica no Brasil? Antes de compreender o impacto desse cenário na economia das empresas, é necessário saber como funciona a licença médica. Quando um funcionário solicita afastamento por motivo de doença ou acidente, ele passa por uma perícia médica que aprova, ou não, a solicitação, e determina o tempo de dispensa. Quando aprovado, a empresa deve pagar os 15 primeiros dias de benefício ao colaborador. A partir do 15º dia, é o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que arca com os pagamentos. Prejuízo de US$ 1 trilhão por ano Ao mesmo tempo que crescem as licenças médicas, a despesa das empresas também aumenta. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estimou que, todos os anos, 12 milhões de dias úteis são perdidos mundialmente, devido ao efeito dos afastamentos por saúde mental. Nessa lógica, a instituição calculou um prejuízo anual de US$ 1 trilhão. No Brasil, os dados se sustentam. Segundo o INSS, em 2024, os afastamentos duraram, em média, três meses, com um custo mensal aproximado de R$ 1,9 mil por pessoa. Com essas bases, estima-se que o impacto financeiro tenha se aproximado de R$ 3 bilhões no ano.  Diante de valores tão altos, não é necessário entender muito sobre os números para adivinhar que investir em saúde mental é mais barato do que assumir os gastos de um colaborador em recuperação. Além dos impactos financeiros e humanos, há também implicações legais. Com a atualização da NR-1 (Norma Regulamentadora nº 1), as empresas passaram a ter a obrigação de adotar medidas que preservem a saúde mental dos trabalhadores. Até o final de maio de 2025, todas devem incluir transtornos mentais e comportamentais como riscos ocupacionais nos seus programas de prevenção. Ou seja, a saúde emocional deixou de ser uma pauta opcional e passou a integrar o campo da segurança do trabalho, estando sujeita à fiscalização e sanções. Como priorizar a saúde mental dentro da empresa? Apesar da intensificação dos afastamentos por saúde mental, e a discussão constante desse tema, as empresas ainda não acharam maneiras efetivas de mitigar esses números.  O principal desafio é não somente o de planejar novas estratégias, mas converter medidas em resultados. É evidente que garantir a saúde mental dos colaboradores vai além de campanhas de conscientização. É preciso incorporar práticas reais e consistentes na cultura organizacional. A seguir, listamos algumas ações importantes para valorizar a saúde mental na sua empresa: 1. Criar canais de escuta e acolhimento psicológicoA empresa deve oferecer espaços seguros para que os colaboradores possam relatar dificuldades emocionais e receber apoio. Isso pode ser feito por meio de parcerias com psicólogos, implantação de canais anônimos ou criação de comissões internas com foco em bem-estar. 2. Capacitar lideranças para lidar com o temaGestores têm um papel central na saúde mental dos times. Por isso, é essencial que sejam treinados para identificar sinais de esgotamento, evitar condutas abusivas, dar feedbacks com empatia e saber encaminhar casos sensíveis para os setores adequados. É importante agir antes que os casos se agravem. 3. Rever metas, carga de trabalho e jornadaMetas inalcançáveis, jornadas excessivas e falta de pausas são gatilhos comuns para o adoecimento. Estabelecer metas realistas, respeitar os horários de descanso e flexibilizar o trabalho, são atitudes que previnem quadros como estresse e burnout. 4. Prevenir e combater

A importância do reconhecimento no ambiente de trabalho 

reconhecimento

O ambiente de trabalho pode ser um espaço muito estressante e desafiador para os profissionais. A pressão constante por resultados e metas facilmente pode desmotivar o funcionário. Por isso, é essencial que gestores demonstrem reconhecimento do esforço de seus colaboradores.  Segundo uma pesquisa da consultoria Robert Half, 89% das empresas reconhecem que seus resultados estão diretamente ligados à felicidade dos colaboradores.  Além disso, 79% dos profissionais se sentem, de modo geral, felizes com o trabalho que realizam. Muito disso é resultado do conhecimento das empresas perante aos colaboradores. Ainda de acordo com um estudo do LinkedIn, 80% das mulheres no Brasil sonham com mais reconhecimento profissional.  Confira a seguir outros benefícios que esse tipo de ação por parte dos gestores pode trazer para a empresa.  Por que a empresa deve promover reconhecimento profissional?  O reconhecimento profissional é uma forma de interagir positivamente com os funcionários, deixando-os mais motivados. Ele está diretamente ligado ao engajamento e a produtividade.  Quando os colaboradores recebem elogios, bons feedbacks e incentivos, é ativado o “mecanismo de recompensa” no cérebro. Segundo o Instituto de Psiquiatria do Paraná, ao receber esse tipo de recompensa, o cérebro libera substâncias que aumentam a produtividade, deixando o colaborador mais focado.  O funcionário quando é reconhecido também tende a repassar esse sentimento para colegas de trabalho, tornando toda a equipe mais motivada e engajada.  O que a falta de reconhecimento pode acarretar?  Assim como o reconhecimento pode trazer benefícios para a produtividade da empresa, a falta dele impacta negativamente no desempenho da equipe. Um dos efeitos é a desmotivação do colaborador. Com isso, os funcionários tendem a procurar outras oportunidades de trabalho, gerando uma rotatividade indesejada.  Em meio a essas saídas de colaboradores, a empresa pode acabar perdendo talentos. Sem reconhecimento, a tendência é de que o profissional se sinta desvalorizado com o seu potencial e consequentemente procure outra corporação. Como vimos, quando o funcionário está motivado, ele contagia o ambiente. Da mesma forma, quando ele está insatisfeito, pode construir um clima ruim. Sem o reconhecimento devido, o colaborador pode ficar cansado e saturado de algumas situações e acabar influenciando toda a equipe.   Como realizar o reconhecimento de colaboradores  Existem várias maneiras de reconhecer o desempenho de um funcionário. Uma dica é criar um programa que forneça boas recompensas para os colaboradores que mantenham um padrão.  Uma das ações mais famosas é a criação do programa de “funcionário do mês”, uma espécie de premiação para recompensar o desempenho excepcional de colaboradores.  Essa premiação pode envolver um quadro de destaque na parede e até mesmo bonificações mensais. De forma geral, a escolha do funcionário não fica a cargo da gestão ou da liderança, e sim de todos os colaboradores. Ou seja, tanto os líderes quanto o restante da equipe têm poder de voto e contribuem na eleição do funcionário do mês, garantindo maior transparência para o processo. Plano de carreira  Outro método eficiente para demonstrar reconhecimento profissional é montar um bom plano de carreira e colocá-lo em prática na corporação. O planejamento deve traçar metas e caminhos profissionais que o colaborador pode percorrer ao longo de sua trajetória na empresa e qualificações necessárias para futuras promoções.  Ao estabelecer um plano de carreira, a empresa demonstra preocupação com o futuro deste colaborador. Dentro desse plano, a organização pode gerenciar o desempenho de profissionais, identificando quem está em constante evolução.  Cultura do feedback  Feedbacks são fundamentais para demonstrar engajamento e elevar a motivação dos funcionários. Esse retorno da gestão não precisa ser necessariamente de forma direta, porém se feito de forma frequente, a recompensa será mais efetiva.  Para a otimização de tempo, a gestão pode proporcionar aos funcionários frases de reconhecimento de profissional no local de trabalho, mesa ou até mesmo no armário.  Conheça as soluções da RP Ponto  A RP Ponto nasceu com o compromisso de tornar o controle de ponto mais simples e acessível para as empresas. Somos uma empresa familiar com quatro décadas de experiência no setor.  Nossas soluções incluem relógio de ponto, tablets para controle de ponto, catracas de acesso, softwares e consultoria especializada. Com elas, o RH garante maior transparência sobre o controle da jornada de trabalho, sendo também uma forma de reconhecimento aos colaboradores.  Acesse aqui e saiba mais